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Hockenheim tenta reanimar GP da Alemanha: ‘Traz a F1 de volta, mas o bolso é que decide’

Com um investimento de €250 milhões e um novo complexo, o circuito germânico faz sua jogada – mas Stefano Domenicali lembra que a fila de candidatos é longa e o cheque precisa ser gordo.

Por Bruno Bandeira

Hockenheim resolveu ligar para a F1 e perguntar: ‘E aí, vem cá em casa de novo?’. O circuito, que viu seu último GP em 2019 (vitória de Verstappen, caso alguém tenha esquecido), agora está sob o controle do grupo emodrom – que detém 74,99% das ações e promete um aporte de €250 milhões para expandir o Porsche Experience Centre, erguer um hotel e criar um tal de ‘Motorworld’. Parece que o sonho não é só ter carros velozes, mas também turistas com cartão de crédito.

Stefano Domenicali, o chefão da F1, confirmou que houve conversas, mas deixou claro que o cofrinho precisa estar bem cheio. ‘Foram eles que nos procuraram’, disse o italiano, deixando claro que há vários concorrentes na fila. ‘Se quiserem um evento de F1, o investimento terá que ser diferente – porque a nossa plataforma exige um nível de gasto à altura.’ Tradução: quer brincar de F1? Traga o cheque.

Por um lado, a Europa está ressurgindo como mercado promissor – os números mostram crescimento –, o que pode ajudar Hockenheim. Por outro, a lista de candidatos inclui África (Ruanda e África do Sul), Ásia (Tailândia, Coreia do Sul, até uma segunda corrida na China e no Japão) e América do Sul (Argentina, impulsionada pelo fenômeno Colapinto). Sem contar a solução criativa (e questionável) que transformou o GP do Bahrein em um evento na Malásia – arranjo que Domenicali acha que não deve virar moda: ‘Não acho que isso possa ser uma abordagem de longo prazo; precisamos ser críveis e consistentes.’ Em outras palavras, malabarismo político e financeiro até vai, mas sem exageros.

No fim, a volta da Alemanha ao calendário depende do quanto o grupo emodrom está disposto a desembolsar. Com Domenicali dizendo que ‘as negociações na África estão progredindo muito bem’ e que a China precisa de mais consolidação antes de ganhar uma segunda prova, Hockenheim tem concorrência de sobra. Mas quem sabe um ‘Motorworld’ com cheiro de salsicha e gasolina não convence o chefão? Fica a dica: tragam o cartão sem limite.

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