Hamilton troca chumbo por ouro e crava: ‘Acredito que podemos lutar pelo título’
Britânico está em segundo no campeonato, atrás de Antonelli, mas mostra confiança renovada na Hungria

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Lewis Hamilton parece ter deixado para trás aquele 2025 de muitos apertos e nenhum pódio. Neste ano, o heptacampeão já subiu ao pódio cinco vezes, incluindo uma vitória em Barcelona, e chega ao GP da Hungria ocupando o segundo lugar no campeonato, com 159 pontos — 45 atrás do líder Kimi Antonelli. Mais do que os números, o que chama atenção é o discurso: ‘Estou mais focado do que nunca e realmente acredito que podemos lutar’, disse o piloto da Ferrari.
Se a confiança já era alta, Hamilton deixou claro que o desempenho poderia ser ainda melhor. ‘Deveríamos ter vencido as duas últimas corridas se tivéssemos aperfeiçoado o fim de semana’, afirmou, referindo-se a Silverstone e Spa. ‘Em Silverstone o carro era capaz de vencer, e em Spa fomos mais competitivos do que esperávamos.’ Para alguém que não subiu ao pódio nenhuma vez em 2025, este ‘quase lá’ já é um baita progresso — e motivo de sobra para otimismo.
Se tem um lugar onde Hamilton costuma se dar bem, é no Hungaroring. Nove poles e oito vitórias — é praticamente uma segunda casa. ‘Não quero fazer suposições, mas temos um carro competitivo. Mercedes ainda é a referência, e não será fácil batê-los, mas fizemos progressos sutis.’ Se o piloto conseguir manter a média, o fim de semana pode render mais um troféu para a coleção.
Do outro lado da garagem, Charles Leclerc também vive boa fase. Depois de vencer na Inglaterra e chegar em segundo na Bélgica, o monegasco está com a memória fresca da pole em Budapeste no ano passado. ‘Nas últimas corridas fomos bem e maximizamos o pacote. Mas com estes carros, o menor detalhe pode virar o fim de semana de cabeça para baixo.’ Sabedoria de quem já viu a montanha-russa de perto.
Com a pausa de verão batendo à porta, a Ferrari chega à Hungria com moral e um discurso unificado: o título de 2026 não é miragem. ‘Ainda temos uma montanha para escalar na segunda metade da temporada’, lembrou Hamilton. Mas, com a corda toda e um histórico de dar a volta por cima, duvidar dele é quase um esporte de risco.