Hamilton na Hungria: em busca da nona vitória e de provar que não é 'inútil' (como ele mesmo disse em 2025)
Heptacampeão quer igualar recorde de vitórias no mesmo circuito e colar em Antonelli; pista travada pode favorecer Ferrari.

Foto: 1 de 6 Lewis Hamilton comemora vitória no GP da Hungria de F1 em 2016 — Foto: Arpad Kurucz/Anadolu Agency/Getty Images / Foto original da matéria-fonte
Lewis Hamilton chega ao Hungaroring com uma meta dupla: se aproximar do líder Kimi Antonelli (45 pontos à frente) e, de quebra, igualar o próprio recorde de vitórias em um mesmo circuito. Com oito triunfos na Hungria, o britânico pode chegar ao nono – feito que só ele tem, em Silverstone. Nada mal para alguém que, há menos de um ano, se autointitulou ‘inútil’ após um 12º lugar no grid.
O retrospecto em Budapeste é de dar inveja: Hamilton tem o dobro de vitórias de Michael Schumacher (4) e lidera em pódios (12) e poles (9). A primeira vitória veio em 2007, num drama com Fernando Alonso nos boxes, e as últimas com a Mercedes em 2020. Mas, desde então, o heptacampeão viveu altos e baixos – incluindo a declaração autodepreciativa de 2025, quando disse que a Ferrari ‘provavelmente deveria trocar o piloto’.
Desta vez, o cenário é outro. O SF-26 se adapta bem a circuitos travados como o Hungaroring – apelidado de ‘Mônaco sem muros’ –, e Hamilton vem de performances sólidas, embora sem o brilho da vitória na Espanha. A Ferrari não é favorita absoluta (afinal, em Mônaco, quem brilhou foi Antonelli), mas a pista valoriza estabilidade e curvas de média velocidade, pontos fortes do carro vermelho.
Se conseguir a nona vitória, Hamilton reduzirá a diferença para o líder em pelo menos oito pontos e entrará de férias com um humor bem melhor que em 2025. E, quem sabe, até pare de se chamar de inútil.