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F1

Hamilton na Hungria: 0,1 km/h de excesso e uma coleção de penalidades que já virou piada

Sétimo título mundial não impede o piloto de levar multa por acelerar 0,01 km/h além do tolerado; chefe da Ferrari chama de 'sequência de erros'.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

Lewis Hamilton está vivendo um momento ‘para maiores de 18 anos’ na Fórmula 1: a cada fim de semana, uma nova penalidade aparece no cardápio. No GP da Hungria, o inglês levou mais uma — desta vez, por ultrapassar o limite de velocidade nos boxes por 0,1 km/h. Sim, você leu certo: um décimo de quilômetro por hora acima dos 80 km/h permitidos.

Para ser mais exato, o time da Ferrari chegou a questionar o rigor da fiscalização. O chefe Fred Vasseur explicou que a FIA tolera até 80,05 km/h, e Hamilton marcou 80,06 km/h. ‘Quando o fim de semana está dando errado, 0,1 km/h é uma diferença enorme’, filosofou Vasseur, como quem diz que até a sorte virou réu. O resultado: o quarto lugar na pista virou quinto no papel — e mais cinco segundos de acréscimo no placar.

A sequência de ‘presentes’ da FIA vem de longe. Em Silverstone, Hamilton tomou cinco segundos por uma largada antecipada (o carro ‘respirou’ antes do apagar das luzes). Na Bélgica, outros cinco segundos por um toque com George Russell — que o próprio Russell chamou de ‘incidente de corrida’. E, na Hungria, antes da multa por velocidade, ele já havia perdido três posições no grid por atrapalhar Oscar Piastri no Q1. ‘Eles estão distribuindo penalidades como loucos’, reclamou Hamilton pelo rádio.

O próprio heptacampeão admite que a pá de cal vem dele. ‘Silverstone foi culpa minha. A da Bélgica, o próprio Russell disse que era só corrida. A do Piastri foi azar e erro de comunicação’, listou. ‘Preciso parar de dar motivos para os comissários.’ A conclusão é quase filosófica: quando a maré está contra, até 0,06 km/h vira um oceano de problemas.

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