Hamilton atropela mecânico e prova: Ferrari ainda não aprendeu a lição de 2018
Heptacampeão dá susto em Spa, mas FIA culpa Ferrari e multa equipe; mecânico passa bem.

Foto: 1 de 3 Lewis Hamilton carrega pedaço de asa dianteira após o GP da Bélgica da F1 2026 — Foto: Kym Illman/Getty Images / Foto original da matéria-fonte
Se a Ferrari esperava que Lewis Hamilton trouxesse calma ao box após anos de turbulência, a corrida na Bélgica mostrou que o aprendizado ainda está em andamento. Durante o GP em Spa-Francorchamps, Hamilton atropelou um mecânico da equipe ao sair de seu pit stop — um susto que fez o próprio piloto citar o incidente de Kimi Raikkonen em 2018, que quebrou a perna de um funcionário. Felizmente, dessa vez ninguém se feriu, mas a cena foi digna de um filme de comédia pastelão.
A FIA investigou e rapidamente inocentou Hamilton: a culpa, segundo os comissários, foi uma ‘clara falta de comunicação’ da Ferrari. Resultado? Multa de 30 mil euros (cerca de R$ 175,9 mil), com 10 mil suspensos — desde que a escuderia italiana apresente uma cartilha de boas maneiras nos pits nos próximos 12 meses. Ou seja, a equipe pagou para lembrar que o sinal verde não é desculpa para atropelar ninguém.
Hamilton, que já havia levado 5 segundos de punição por bater em George Russell na largada, cumpriu a penalidade e, ao ser liberado, viu o mecânico que tentava ajustar a asa dianteira ser atropelado. O piloto pediu desculpas pelo rádio e, por causa do incidente, a Ferrari não conseguiu trocar a asa — o que, segundo ele, comprometeu o resto da corrida. Mesmo assim, ele cruzou em quarto e reassumiu a vice-liderança do campeonato.
A cena lembra (e muito) o GP do Bahrein de 2018, quando Raikkonen atropelou um mecânico da Ferrari e fraturou sua perna. Na ocasião, a escuderia levou multa de 50 mil euros. Desta vez, o valor foi menor, mas a sensação de déjà vu é forte. Como diria o velho ditado: ‘cavalo tropeça duas vezes no mesmo buraco…’ — e a Ferrari parece gostar de cavar.