Hadjar admite: Ferrari está ‘mais forte’ e Red Bull tem ‘muito o que fazer’ na Hungria
Após um primeiro dia de poeira e vento, o francês vê a Scuderia como a ‘carro a ser batido’ e já sente saudades da Bélgica

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Se o GP da Hungria fosse um concurso de quem levanta mais poeira, a Red Bull teria vencido o primeiro dia. Mas como F1 é sobre andar rápido, Isack Hadjar teve que engolir seco e admitir: a Ferrari está mais forte.
Depois de um FP1 promissor com o quarto tempo (a 0,922s de Leclerc), o vento virou – literalmente. No FP2, o francês caiu para sexto e viu a diferença para os carros vermelhos aumentar. ‘Pensei que o FP1 foi difícil – aí o FP2 piorou com o vento’, lamentou Hadjar, que já deve ter decorado o verso de ‘vento, varre tudo’.
O técnico Pierre Wache também não escondeu a insatisfação: ‘Os pilotos não estão felizes com o equilíbrio do carro.’ Tradução: a Red Bull passou o dia tentando domar um chassi teimoso enquanto a Ferrari passeava. ‘Eles têm o carro a ser batido aqui’, completou Wache, praticamente entregando a taça antes do fim de semana.
Para azar de Hadjar, o Hungaroring não é Spa – onde ele fez uma recuperação heroica após largar em 21º. Aqui, a pista é travada, empoeirada e parece adorar carros vermelhos. ‘Sabia que eles seriam rápidos’, disse o francês. No fim, resta esperar que a Mercedes acorde – porque, como ele mesmo disse, ‘é sempre assim: a Ferrari na frente, a McLaren colada e a gente olhando.’