Haas Upgrades: Finalmente Funcionando, Mas Ainda Lentos – Uma Declaração do Óbvio
Na Bélgica, a Haas mostrou que seu novo pacote aerodinâmico está melhorando o comportamento do carro, mas a falta de downforce ainda os deixa no fundo do pelotão. Pelo menos os pilotos estão mais confiantes – para serem ultrapassados.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
O Grande Prêmio da Bélgica serviu como mais um capítulo na novela ‘Haas Tenta, Mas Não Consegue’. A equipe americana chegou a Spa esperando que as atualizações recentes fizessem milagres, mas a realidade foi a de sempre: classificação em P16 e P18, um toque entre os pilotos na primeira volta, pneus furados e o quarto fim de semana consecutivo sem pontos. Se a temporada fosse uma prova de regularidade na mediocridade, a Haas estaria brigando pelo título.
O lado positivo? O novo aerofólio dianteiro parece ter dado mais confiança a Ollie Bearman, que admitiu que o carro agora é ‘mais consistente’ e ‘dá para empurrar mais’. Tradução: antes era uma carroça desgovernada; agora é uma carroça com amortecedores novos. ‘Fechamos um pouco a diferença para a Audi’, celebrou Bearman, o que é como comemorar que você está perdendo de 3 a 0 em vez de 5 a 0. Enquanto isso, Esteban Ocon continua sua saga pessoal com peças inconsistentes: ‘É como se não pudéssemos fazer nada’, desabafou o francês, que provavelmente já pensa em trocar a Haas por um time de futebol.
O chefe Ayao Komatsu, sempre filosófico, explicou que os upgrades ‘entregaram o que deveriam’, mas que o problema é o comportamento básico do carro, que vem desde a primeira corrida. ‘O downforce está lá, mas é utilizável? Nem sempre’, refletiu Komatsu, deixando claro que a Haas descobriu na quinta etapa um defeito que já existia na primeira. Próxima parada: Hungria, onde Bearman espera que as curvas lentas favoreçam o carro. Spoiler: provavelmente não vai adiantar, mas pelo menos a equipe terá mais uma chance de testar seu novo pacote de desculpas.