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F1

Haas luta com as mãos amarradas — e pede mais grana para soltá-las

Chefe da equipe americana diz que time briga em condições desiguais e precisa de mais verba para alcançar o teto orçamentário da F1

Por Bruno Bandeira

A Haas vive uma situação curiosa: é uma das equipes mais enxutas do grid, mas, segundo o chefe da equipe, Ayao Komatsu, isso significa lutar ‘com as duas mãos amarradas’ contra os tubarões da Fórmula 1. O dirigente abriu o jogo sobre a necessidade de encontrar mais financiamento para o time, que ainda está longe de alcançar o teto orçamentário de US$ 215 milhões para a temporada 2026.

O valor, que parece astronômico para qualquer mortal, é o limite máximo de gastos permitido pela categoria — mas com uma pegadinha: ficam de fora os salários dos pilotos e dos três maiores salários da equipe. Ou seja, a Ferrari pode pagar rios de dinheiro para estrelas como Hamilton e Leclerc, enquanto a Haas precisa contar moedas para financiar o resto da operação. Komatsu, com seu característico jeito direto, comparou a situação a uma luta de boxe em que um lutador começa com desvantagem antes mesmo do gongo.

O pedido por mais verba não é exatamente uma novidade no mundo da F1, mas a declaração ganha peso vindo de um time que já mostrou que sabe ser eficiente com pouco. A Haas tem histórico de sobreviver com orçamento enxuto, mas competir no meio do pelotão com as mãos amarradas cansa até o mais otimista dos engenheiros. A solução? Encontrar patrocinadores que acreditem no projeto — ou, quem sabe, vender mais bonés em Austin.

Se o dinheiro vai aparecer, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: se a Haas conseguir soltar as amarras, os adversários podem começar a se preocupar. Afinal, já disseram que quando a equipe americana tem recursos para brincar, ela não brinca em serviço. Por enquanto, Komatsu segue na missão de convencer investidores de que vale a pena apostar num time que luta contra a gravidade e o orçamento ao mesmo tempo.

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