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F1

Haas leva F1 de volta à Fuji e faz a festa da Toyota (e dos fãs japoneses)

Sho Tsuboi e Nirei Fukuzumi ganharam a chance de guiar um carro de F1, com os fãs acompanhando de perto das arquibancadas.

Por Bruno Bandeira

No meio da correria do campeonato, a Haas arrumou um tempinho para passear no Japão. A equipe americana (que é meio que uma franquia de F1, mas isso é outra história) desembarcou em Fuji Speedway nesta semana para mais um teste de carros antigos — e, de brinde, abriu os portões para os fãs assistirem de pertinho. Sim, a antiga casa do GP do Japão virou um palco de exibição de F1, e quem estava na arquibancada não deve ter reclamado.

Para animar a plateia, a Haas escalou dois nomes de peso do automobilismo japonês. Sho Tsuboi, que coleciona títulos como quem coleciona chaveiros, fez seu segundo teste pela equipe. Já Nirei Fukuzumi, campeão do GT300 e figura carimbada na Super Formula, provou pela primeira vez uma máquina de F1. Pelo jeito, a parceria entre Haas e Toyota está rendendo mais frutos do que pé de manga em terra fértil.

O evento foi uma continuação daquelas brincadeiras de TPC (Testing of Previous Cars) que a Haas já tinha feito na pista de propriedade da Toyota no ano passado. Desta vez, a equipe levou a brincadeira a sério, com direito a dois dias de atividades e uma plateia privilegiada. É bom ver que ainda existe gente que sabe valorizar o público pagante — ou não pagante, depende do ingresso.

E olha que a Fuji Speedway já viu dias de glória na F1. Ver aqueles bólidos zunindo de novo por ali, mesmo que sem disputa de campeonato, deve ter dado um arrepio nostálgico nos mais velhos. Enquanto isso, a Haas segue fazendo marketing de relacionamento com a Toyota — e se isso resultar em um motor no futuro, ninguém vai reclamar. Mas calma: por enquanto é só teste e sorriso.

Fica o registro: Tsuboi, que já é campeão da Super Formula e quatro vezes campeão do GT500, claramente quer mais. Fukuzumi, estreante em carros de F1, provavelmente foi para casa com um sorriso de orelha a orelha. E nós, que ficamos de fora, podemos apenas imaginar o som dos motores e o cheiro de borracha queimada. Próxima parada: quem sabe um teste com direito a torcida uniformizada?

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