Haas: atualizações funcionam, mas o desempenho ainda está de férias
O VF-26 ganhou nova asa e confiança, mas continua perdendo pontos – e paciência – na F1.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
O GP da Bélgica serviu como mais um capítulo da novela ‘Haas em Busca do Desempenho Perdido’. Desta vez, Ollie Bearman e Esteban Ocon largaram em P16 e P18, ganharam duas posições com penalidades alheias, mas no fim das contas… nada feito. Um toque entre os dois na primeira volta resultou em furos e paradas extras, e o Safety Car só salvou o café da manhã. Resultado: P14 e P17, e a quarta corrida consecutiva sem pontos. A equipe parece ter se especializado em transformar pequenos avanços em zeros no placar.
Ayao Komatsu, chefe da equipe, garante que as atualizações estão funcionando – só não estão dando resultado. A nova asa dianteira melhorou o comportamento do carro, e Bearman até disse que se sentiu mais confiante. Mas a falta de downforce traseiro continua sendo o calcanhar de Aquiles do VF-26, e em Spa ainda apareceram problemas de acionamento da unidade de potência. É como trocar o pneu de um carro que está sem motor.
Enquanto isso, Esteban Ocon vive um drama pessoal: seu carro parece ter personalidade dupla. ‘Silverstone e Japão foram as únicas vezes em que o carro funcionou direito’, desabafou o francês. Ele reclama de inconsistências nas peças que tornam o fim de semana um inferno. ‘É decepcionante, mas confio na equipe.’ Se bem que confiança não põe pontos na tabela.
Komatsu admite que o problema é de nascença: o VF-26 já nasceu com birra, mas eles demoraram cinco corridas para perceber. ‘As primeiras corridas esconderam as fraquezas’, justifica. Agora, a esperança é que Budapeste, com suas curvas lentas, favoreça o carro. Bearman até animou: ‘Espero que a Hungria traga mais desempenho’. Com a troca de piloto no TL1 para Ryo Hirakawa, o tempo de pista será ainda mais curto. Se continuar nessa toada, a Haas vai precisar de uma atualização no otimismo também.