Ferrari na Hungria: ‘Muito ruim’ é pouco – Vasseur admite festival de erros
Scuderia viu fim de semana promissor desandar no domingo; chefe da equipe não poupou críticas à própria execução.
Se tem uma coisa que a Ferrari sabe fazer bem – além de criar expectativas – é transformar um fim de semana promissor em um verdadeiro teste de paciência para os tifosi. O GP da Hungria não foi exceção. Depois de dominar as sessões de sexta e colocar dois carros na segunda fila do grid (com a pole escapando de Lewis Hamilton por apenas 0s012), a Scuderia viu o domingo desmoronar de forma tão espetacular que até Fred Vasseur, chefe da equipe, usou a expressão ‘muito ruim’ para descrever a própria atuação.
‘Tudo deu errado’, resumiu Vasseur, sem meias palavras. ‘Cometemos erros demais, a execução foi muito pobre.’ Ele não estava exagerando. A Ferrari, que andou tão bem nos treinos livres, simplesmente não conseguiu transformar velocidade em resultado. Se o planejamento era impecável, a execução parecia ter sido feita por estagiários em seu primeiro dia – e não por uma equipe que briga por vitórias. O resultado? Pontos perdidos, chances desperdiçadas e a sensação de que, mais uma vez, a Ferrari encontrou uma maneira criativa de não vencer.
Ainda que a temporada de 2026 – calma, leitor, o texto original fala em 2026, mas Vasseur deve estar desejando que o calendário pule logo para o ano que vem – tenha mostrado lampejos de competitividade, a Hungria serviu como um lembrete cruel: potencial não ganha corrida. Se a Ferrari quer sonhar com o título, precisa aprender que sábado bonito não vale troféu. No domingo, o que vale é não dar tiro no próprio pé. Dessa vez, o pé foi metralhado.