Ferrari na Hungria: Agilidade do SF-26 não compensa erros de execução, admite Vasseur
Com um dos chassis mais ágeis do grid, a Ferrari esperava brilhar no Hungaroring, mas erros estratégicos e operacionais limitaram a equipe ao 4º e 5º lugares. Fred Vasseur classificou o domingo como 'pobre'.

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte
A Ferrari chegou ao Hungaroring com o SF-26 apontado pelos rivais como o chassi mais ágil da F1, ideal para um circuito que privilegia velocidade de curva sobre retas. No entanto, nem Lewis Hamilton nem Charles Leclerc conseguiram converter a boa forma da sexta-feira (1-2 nos treinos livres) em resultados: cruzaram a linha em 5º e 4º. Para Fred Vasseur, a culpa não foi da falta de potencial, mas de uma execução ‘pobre’.
“Fizemos muitos erros”, resumiu o chefe da equipe. “A largada, a punição por excesso de velocidade no pit lane (0,1 km/h), perdas de posição nos pits por 0,2s ou 0,3s… Tudo deu errado.” O time ainda viu Kimi Antonelli ampliar sua vantagem no campeonato sobre Hamilton de 45 para 50 pontos, apesar de a Ferrari ter superado a Mercedes por apenas um ponto no domingo.
Leclerc descreveu o SF-26 como ‘muito errático’ e ‘descorrelacionado’ entre os stints. “Não fomos particularmente estelares em nenhum momento”, disse o monegasco. “O primeiro stint com duros não foi ruim, o último com macios foi bom, mas houve muitos altos e baixos. Precisamos encontrar consistência.” Vasseur, porém, minimizou a falta de ritmo: “É difícil entender o ritmo puro. Se Leclerc tivesse mantido o 2º lugar na largada, teria sido uma corrida diferente.”
A estratégia também foi questionada. Hamilton, punido por excesso de velocidade e prejudicado por um pit stop durante o VSC de Oscar Piastri, perdeu a posição para Antonelli. “Não sei por que paramos. Nunca teria parado se soubesse que perderia a posição”, disparou o heptacampeão, que defendeu cumprir 40 voltas com o duro. Vasseur defendeu a opção pelos macios novos: “Tínhamos o duro mais velho do grid e usamos a referência de Verstappen. Se fosse refazer, faria o mesmo.” O resultado final: Lando Norris venceu, e a Ferrari deixou pontos importantes escaparem num circuito que, em tese, favorecia suas características.