Ferrari domina, Red Bull se enrola e McLaren tenta se encontrar nos treinos
Com Leclerc e Hamilton voando, os italianos largam na frente enquanto a equipe campeã busca equilíbrio e a McLaren testa asas novas

Foto: BUDAPEST, HUNGARY - JULY 24: Lewis Hamilton of Great Britain driving the (44) Scuderia Ferrari SF-26 on track during practice ahead of the F1 Grand Prix of Hung / Foto original da matéria-fonte
Se a primeira impressão é a que fica, a Ferrari já pode encomendar o troféu. Charles Leclerc cravou o melhor tempo no FP1 e quase repetiu a dose no FP2, ficando apenas um décimo atrás de Lewis Hamilton, que finalmente parece ter encontrado um carro que não pula feito um carrinho de feira. ‘O carro melhorou no FP2 e fizemos um bom progresso’, disse Hamilton, que no FP1 reclamava das trocas de marcha e quase rodou sozinho — mas isso é passado, agora é hora de sonhar.
Leclerc, porém, não teve uma sexta-feira totalmente tranquila: estacionou o carro no pit lane com um problema no fim do FP1, mas nada que abale o otimismo. ‘A performance geral é boa, mas ainda temos trabalho para ficar no topo amanhã. A classificação vai ser apertada, não espero ver a mesma vantagem de hoje’, avisou o monegasco. Com a dupla da Ferrari à frente por quase meio segundo, os torcedores vermelhos já podem começar a pensar em… bem, vamos com calma.
Na Red Bull, o cenário é de terapia em grupo. Max Verstappen foi ao stewards por atrapalhar Sainz e saiu impune — sorte de campeão? —, mas o problema maior é o equilíbrio do carro. ‘Difícil encontrar um bom balanço, precisamos melhorar para amanhã’, resumiu Max, que ainda passou por cima de detritos na pista. Isack Hadjar até que se saiu bem (P4 no FP1), mas o vento forte bagunçou os planos no FP2. O diretor técnico Pierre Wache foi direto: ‘A aderência está baixíssima, o carro está no limite e não somos rápidos o suficiente. Temos muito trabalho esta noite.’ Ou seja, o time que domina desde 2022 está com a barba de molho.
Já a McLaren testou sua nova asa traseira e ainda está longe do paraíso. Lando Norris rodou no FP1 e só brilhou no FP2, com o terceiro tempo, mas reconheceu: ‘Não vamos alcançar os caras da frente imediatamente.’ Oscar Piastri, que só correu no FP2, foi oitavo e reclamou das condições complicadas. ‘As partes novas do asfalto são muito gastas e a aderência é baixa’, disse o australiano. Ao menos a asa nova funcionou — pelo menos não quebrou. A briga pelo topo promete ser mais acirrada no sábado, mas por hora o cavalo rampante é quem dita o ritmo.