‘Favorito? Quem, eu?’ — Toto Wolff faz cara de paisagem e não empurra Antonelli para o posto de favorito ao título
Mesmo com vantagem aumentada na Hungria, chefe da Mercedes segura o entusiasmo e deixa Kimi com os pés no chão (e sem a coroa de favorito)
Toto Wolff, o mestre do ‘não crio expectativas’, voltou a fazer das suas. Depois de Kimi Antonelli aumentar a liderança no campeonato com um terceiro lugar de recuperação no GP da Hungria — saindo de punição no grid e ainda vendo Lewis Hamilton (quinto) e George Russell (sétimo) penarem —, o chefe da Mercedes foi perguntado se o pupilo é o favorito ao título. Resposta: não, claro que não. Porque ser favorito dá azar, ou algo assim.
Antonelli mostrou raça no Hungaroring: largou atrás, escalou o pelotão e colheu mais um pódio. Enquanto isso, Hamilton teve um dia para esquecer (com direito a penalidade) e Russell acordou dormindo e foi obrigado a um ‘rally’ de recuperação. Resultado: a vantagem de Antonelli no campeonato cresceu. Mas, para Wolff, isso não significa nada. ‘Favorito é só no Bingo’, diria ele, se não fosse tão político.
Com essa postura, Wolff mantém a tradição de não colocar pressão nos pilotos — e de deixar os jornalistas malucos. Afinal, se até com uma vantagem sólida o chefe não admite o favoritismo, o que será preciso? Uma vitória com volta mais rápida e pole position? Ou talvez uma declaração escrita em pedra? Enquanto isso, Antonelli segue fazendo seu trabalho: pilotar, somar pontos e deixar Toto falar sozinho.