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F1

F1 tira férias e a gente tira a régua: quem subiu, quem desceu e quem ainda está no elevador

Aproveitando a pausa de verão, o Grid Geral faz aquele balanço de meio de ano com direito a elogios, alfinetadas e uma ou outra risada nervosa.

Por Bruno Bandeira

O primeiro tempo da temporada de F1 acabou, e não, não estamos falando de futebol. No domingo, Lando Norris venceu o GP da Hungria e sacramentou a metade do campeonato. Agora, pilotos e equipes podem tirar as férias de verão europeu — mas antes de colocar o pé na areia, o Grid Geral resolveu fazer como o técnico de escolinha: apontar quem merece medalha e quem deve treinar aos domingos.

Quem sobe

Kimi Antonelli — Se a Mercedes está com problemas de confiabilidade, o italiano parece ser a peça mais confiável do time. Com a vitória na Bélgica e 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton no campeonato, o jovem de 19 anos entra na pausa como o cara a bater. Aliás, o confronto direto com George Russell está 7 a 4 para ele, o que deve render umas conversas interessantes na fábrica.

Lewis Hamilton e Ferrari — O heptacampeão quebrou o jejum de quase dois anos da Ferrari com o triunfo em Barcelona, e a escuderia de Maranello finalmente parece ter saído do modo ‘vai dar certo um dia’. Com duas vitórias (Hamilton na Espanha e Leclerc na Inglaterra), a Ferrari está a 72 pontos da Mercedes, mas já assusta. Se não tivesse desperdiçado pontos em Mônaco e na Hungria, o susto seria maior.

Lando Norris — Mesmo com um carro que parece ter saído de outra categoria, o atual campeão está mais maduro, menos mãozinha pesada, e mostrou na Hungria o que faz quando tem equipamento: pódio? Não, ele venceu e ainda sobrou 15 segundos para o segundo colocado, Max Verstappen. Com 36 pontos de vantagem sobre Piastri, ele é o dono da McLaren, pelo menos por enquanto.

Racing Bulls — A antiga ‘equipe B’ virou ‘equipe B+’. Depois que Alpine e Haas começaram como favoritas no pelotão intermediário, a Racing Bulls se firmou como a quinta força e só ficou fora da zona de pontuação com os dois carros uma vez. Nada mal para uma equipe que, no papel, deveria ser só coadjuvante.

Quem desce

George Russell — O começo de ano foi um conto de fadas: vitória na Austrália, carro rápido, experiência contra um novato. E então Antonelli apareceu. Russell levou a pior no duelo interno, viu a confiabilidade da Mercedes virar roleta-russa e agora amarga o terceiro lugar no campeonato, depois de abandonar na Bélgica e andar de ré na Hungria. Ele até venceu na Áustria, mas foi para apagar incêndio, não para virar herói.

Red Bull — Se a Mercedes tem problemas, a Red Bull parece que está participando de um experimento científico para testar o limite da aerodinâmica. Com um carro que desestabiliza nas curvas rápidas (culpa de um mecanismo de asa traseira que, digamos, não fechava direito), a equipe austríaca está 202 pontos atrás da Mercedes. Verstappen até tenta, com quatro pódios, mas é como tentar almoçar um boi com uma colher de chá. E se a fase ruim continuar, o holandês pode começar a fazer as malas para outras paragens — o que seria o maior sinal de alerta para o time de energia.

Enquanto isso, a temporada volta só em 23 de agosto. Quem subiu pode relaxar com uma taça de espumante; quem desceu, talvez seja melhor aproveitar as férias para repensar a vida e o setup do carro. A gente continua aqui, de olho, com o cronômetro na mão e o sarcasmo pronto para a próxima etapa.

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