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F1 de olho na Malásia: Guerra no Oriente Médio pode trazer Sepang de volta

Com corridas no Bahrein e Arábia Saudita ameaçadas, a Fórmula 1 cogita ressuscitar o GP da Malásia.

Por Bruno Bandeira

Foto: 1 de 3 Max Verstappen venceu o último GP da Malásia de F1, em 2017 — Foto: Mark Thompson/Getty Images / Foto original da matéria-fonte

Enquanto o Oriente Médio vive mais um capítulo de sua novela geopolítica, a Fórmula 1 começa a catar no baú as opções de escape. De acordo com o ‘New York Times’, a categoria avalia seriamente trazer de volta o GP da Malásia, disputado em Sepang entre 1999 e 2017. A justificativa? As provas no Bahrein e na Arábia Saudita, marcadas para abril, já foram canceladas devido à escalada da guerra entre EUA e Irã, e as etapas do Catar e Abu Dhabi, no fim do ano, também estão na berlinda.

O calendário inicial previa 24 corridas, quatro delas no Oriente Médio. Mas, com a instabilidade na região, a F1 precisa de um plano B – e Sepang aparece como candidato natural. A pista malaia fica a apenas uma hora de voo de Singapura, o que facilitaria a logística para uma eventual realocação. A data vaga entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura (3 e 4 de outubro) é a mais cotada, mas nada está decidido. Segundo o jornal, nenhuma decisão foi tomada, mantendo o suspense digno de uma temporada de série.

Curiosamente, o WEC (Mundial de Endurance) pode dar uma mãozinha. Em março, ele adiou a corrida no Catar para 24 de outubro e mantém o Bahrein como final em 7 de novembro. Como as provas da F1 na região vêm depois, a categoria tem até o fim de setembro para resolver o imbróglio. Se Sepang voltar, será o 20º GP de F1 no circuito – e os pilotos podem matar a saudade das curvas velozes e do calor infernal que só a Malásia sabe proporcionar. O último vencedor por lá foi Max Verstappen, em 2017, mas o maior vencedor do traçado é Sebastian Vettel, com quatro triunfos.

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