F1 2027 terá mudanças aerodinâmicas significativas que vão além das aparências
Alterações que parecem simples nas regulamentações da F1 para 2027 obrigam equipes a repensarem designs de chassis e aerodinâmica
A Fórmula 1 se prepara para mudanças aerodinâmicas que as equipes consideram “significativas” para a temporada de 2027, apesar das alterações regulamentares inicialmente parecerem pequenas ajustes. As revisões surgem de uma iniciativa da FIA para controlar os níveis de downforce e reduzir as forças nos pneus, além de melhorar a gestão de energia das máquinas.
Os ajustes abrangem três áreas principais do carro. Na traseira, a asa será aproximadamente 20mm mais rasa e os suportes de rotação acima do elemento superior serão proibidos, embora seja permitida uma nova barra de pylon. Na dianteira, o número máximo de dispositivos de borda do assoalho reduz de cinco para três. Também há um corte drástico no comprimento da chapa frontal, que passará de 900mm para 600mm, além da proibição de asas de escapamento.
O aspecto mais impactante das mudanças está justamente no que não se vê: a redução da chapa frontal implica que as equipes poderão abaixar a frente do carro, alterando significativamente as características aerodinâmicas e a altura de marcha. James Vowles, chefe da Williams, reconheceu que essas mudanças impedem que o chassi de 2026 seja simplesmente aproveitado em 2027, exigindo designs completamente novos.
Adrian Newey, diretor técnico da Aston Martin, também destacou o impacto das alterações, apontando que a mudança de 300 milímetros na dianteira abre uma “janela aerodinâmica diferente” para todas as equipes. Para Aston Martin, isso representa uma oportunidade em relação aos concorrentes, especialmente após a equipe ter enfrentado desafios com o carro de 2026.