Esteban Ocon: o mestre em transformar classificação em sessão de turismo na Bélgica
Em Spa, o piloto da Haas repetiu a dose: quinta eliminação no Q1 em seis corridas, e de quebra reviveu o fantasma da Manor — só que agora o carro é (um pouco) melhor.
Para os fãs de déjà-vu, Esteban Ocon tem sido um prato cheio na temporada 2025. Pelo quinto Grande Prêmio nos últimos seis, o francês não passou do Q1 — desta vez no GP da Bélgica, marcando apenas o 18º tempo. Mas, calma, que a FIA ainda vai dar uma forcinha: com penalidades alheias, ele largará em 17º. Quase uma promoção.
O detalhe mais poético (ou cruel, depende do ponto de vista) é que tudo isso aconteceu em Spa-Francorchamps, palco da estreia de Ocon na Fórmula 1 há quase dez anos — a bordo de um carro da saudosa Manor. Naquela época, o francês já chegava com a moral de que ‘o importante é participar’. Parece que o mantra não mudou muito: agora na Haas, a diferença é que o macacão tem mais cores.
Enquanto isso, do outro lado da garagem, o companheiro de equipe — que não vamos citar para não aumentar o constrangimento — continua mostrando como se faz uma volta rápida. Ocon, por sua vez, deve estar guardando energia para a corrida, porque na classificação o negócio é só passear mesmo.