Enquanto você tira férias, eles testam pneus de 2027: Colapinto, Bortoleto e Crawford na Hungria
Pirelli aproveita o recesso da F1 para colocar jovens pilotos para trabalhar: 141 voltas de Bortoleto e muita borracha queimada.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Enquanto a maioria da F1 curte o merecido (ou não) descanso de verão, três almas penadas decidiram que férias são para fracos e ficaram no Hungaroring para ajudar a Pirelli a desenvolver os pneus de 2027. Sim, 2027 – porque planejar com antecedência é bonito, e porque a Pirelli quer ter certeza de que os compostos futuros serão tão imprevisíveis quanto os atuais.
Os voluntários da vez são Franco Colapinto (Alpine), Gabriel Bortoleto (Audi) e Jak Crawford (Aston Martin). O trio começou o teste na terça-feira com voltas de triagem em várias opções de pneus C3, seguidas de simulações de corrida para medir desempenho e degradação. Depois, Colapinto e Bortoleto foram para os compostos C4 e C5, alternando entre classificações e stints longos – basicamente, um dia normal de trabalho para quem não tem medo de perder o bronzeado.
Falando em números, Bortoleto foi o mais esforçado: 141 voltas na terça, com melhor tempo de 1min20s813. Colapinto deu 128 voltas e cravou 1min20s371, mostrando que velocidade não falta – só talvez um contrato fixo. Já Crawford, com 136 voltas e 1min24s598, aproveitou o teste para também estrear o novo motor Honda no dia seguinte, num filming day que deve ter rendido ótimas fotos para o Instagram.
O teste continua nesta quarta para Colapinto e Bortoleto, com programa similar. Enquanto isso, o resto do paddock deve estar pensando: ‘Será que vale a pena trocar a praia por 141 voltas no calor de Mogyoród?’ A Pirelli certamente acha que sim – afinal, pneus não se desenvolvem sozinhos, e pilotos de férias não pagam o salário.