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F1

De 'inútil' a vice-líder: Hamilton faz as pazes com a Ferrari e promete documentário sobre drama húngaro

Um ano depois de sugerir que a equipe trocasse de piloto, heptacampeão agradece à Ferrari e já pensa em filme: 'Vou contar tudo'

Por Bruno Bandeira

Foto: 1 de 4 Lewis Hamilton no paddock do GP da Hungria — Foto: Divulgação/F1 / Foto original da matéria-fonte

Há exatamente um ano, Lewis Hamilton vivia um dos dias mais sombrios de sua carreira na Fórmula 1: classificou-se em 12º para o GP da Hungria, viu o companheiro Charles Leclerc cravar a pole e, num rompante de frustração, sugeriu que a Ferrari o substituísse. Chegou a se chamar de ‘inútil’ no rádio. Pois bem, o calendário virou, o cenário é outro e o heptacampeão agora respira aliviado — e até com humor.

Nesta quinta-feira (23), durante o dia de mídia em Hungaroring, Hamilton foi perguntado sobre aquele episódio constrangedor. A resposta veio com uma mistura de gratidão e autoconfiança: ‘Estou orgulhoso de todos os membros da equipe e, sem dúvida, também estou orgulhoso de mim mesmo por ter saído da situação’. O britânico, atual vice-líder do campeonato (45 pontos atrás do líder Kimi Antonelli), ainda brincou que um dia fará um documentário sobre sua vida — e prometeu contar todos os bastidores daquele fim de semana em Budapeste.

‘Um dia, quando eu fizer meu documentário, vou contar tudo sobre aquele fim de semana e o que levou a isso. Mas, vindo daquela experiência, mesmo chegando a esta semana, senti muito o que aconteceu na semana passada e cheguei em um lugar totalmente diferente de onde estava no ano passado’, declarou Hamilton, deixando no ar a promessa de um relato digno de Netflix. A Ferrari, que em 2025 parecia um quebra-cabeça desmontado, agora engrena: o carro tem um chassi fortíssimo e casa bem com as curvas de Hungaroring, o que coloca o piloto na briga.

Para este fim de semana, Hamilton não esconde a ambição. Ele acredita que a Ferrari poderia ter vencido em Silverstone e Spa — pistas teoricamente favoráveis à Mercedes — e quer corrigir os erros recentes. ‘Acho que temos um carro que pode competir, a Mercedes ainda é o carro a ser batido e não será fácil superar neste fim de semana, mas acho que fizemos progressos sutis. Tomara que possamos brigar com eles neste fim de semana’, afirmou. Com oito vitórias e nove poles na Hungria, o histórico de Hamilton na pista é impecável. Resta saber se o roteiro do documentário terá um final feliz neste domingo.

Lewis HamiltonFerrariGP da HungriaF1 2026

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