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Cinco rookies no FP1 da Hungria: a ‘sessão da babá’ da F1

Regra obriga times a ceder volante; confira quem vai encarar o desafio de não bater o carro alheio em Budapeste.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

A primeira sessão de treinos livres para o GP da Hungria vai virar uma espécie de ‘creche’ da F1. Nada menos que cinco equipes – McLaren, Mercedes, Alpine, Haas e Cadillac – escalarão novatos ao volante, atendendo ao regulamento que exige duas sessões de FP1 com pilotos de até dois GPs de experiência. Preparem os cobertores e o café: tem garoto novo no pedaço.

Na McLaren, quem assume o carro de Oscar Piastri é o italiano Leonardo Fornaroli, campeão da F2 em 2025 e recém-integrado ao programa de desenvolvimento da equipe. O rapaz de 21 anos já havia estreado no FP1 da Espanha, só que no carro de Norris. Agora é a vez de Piastri ‘descansar’ – ou torcer pra não ver o carro virar sucata.

Na Mercedes, o dinamarquês Fred Vesti substitui o líder do campeonato Kimi Antonelli. Vesti, que já tem cinco aparições em treinos livres, agora pilota um carro que briga pelo título – pressão? Que pressão? Ele deve estar acostumado a segurar o volante com as mãos suando frio. Enquanto isso, na Alpine, o estoniano Paul Aron finalmente pilota para o time de Enstone depois de ser emprestado para a Audi. Aron, que ficou em terceiro na F2 de 2024, vai substituir Franco Colapinto e tentar não decepcionar Pierre Gasly.

A Haas aposta no japonês Ryo Hirakawa, que já correu no FP1 da Áustria. O piloto de 32 anos – veterano entre os rookies – é reserva da equipe e também compete no WEC com a Toyota. Ou seja, ele está acostumado a lidar com carros que duram mais de seis horas; 60 minutos é fichinha. Por fim, a Cadillac, novata na F1, coloca o americano Colton Herta no carro de Valtteri Bottas. Herta, vindo da IndyCar e atualmente na F2 (16º no campeonato), fez sua estreia na Espanha e agora repete a dose. Se continuar assim, até o fim do ano ele conhece o Hungaroring melhor que a própria casa.

No fim das contas, a sessão promete emoção – e talvez algumas bandeiras amarelas. Mas, como diz o regulamento, é preciso dar chance aos novatos. Que venham os sustos e as surpresas; a F1 precisa de sangue novo, mesmo que seja só por uma horinha.

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