Calor escaldante não derreteu a competição: Défi France KFS 2026 foi quente dentro e fora da pista
Com risco de incêndio e finais no sábado, a Etapa de Angerville provou que até o asfalto derrete, mas a determinação dos pilotos não
O Défi France KFS 2026 quase virou um churrasco — não pelas disputas na pista, mas pelo forte calor que obrigou a organização a mudar todo o cronograma. O circuito internacional Anthoine Hubert, em Angerville, estava sob alerta de incêndio, e a Evokart teve que ser criativa para não cancelar o evento. Resultado: finais no sábado, pilotos suando em dobro e muita ação.
Na KFS 150, Ludovic Juret largou na pole e, após trocar farpas com Martin Guérard nas mangas, levou a final com a unha. Clément Piaud, que começou mal, fez uma recuperação digna de cinema e subiu ao pódio. Victor Artero e Théau Keryjaouen brigaram pela terceira posição, mas acabaram superados por Piaud; Artero ficou em quarto, enquanto Keryjaouen caiu para sétimo, com Romain Etienne e Maxime Lellig (autor da volta mais rápida) se colocando à sua frente. Destaque para Pierre Fleury, melhor estreante.
Já na KFS 165, Dorian Breisacher parecia imbatível — pole e duas vitórias nas mangas — mas na final a coisa desandou. Romain Desgardin e Benjamin Martin trataram de bagunçar o roteiro: Martin venceu, Desgardin foi segundo, e Gildas Quinquet, mesmo sendo o mais rápido, teve que se contentar com o terceiro lugar. Destaque para a nova categoria Gentleman (+40 anos), vencida por Grégory Cazajous, mostrando que idade é só número — e que os cabelos brancos não atrapalham a pilotagem.
Na KFS 135, com grid enxuto mas coração gigante, Tyméo Vuillemin levou a melhor em uma final onde ninguém deu trégua. Noé Perez e Anton Geninasca completaram o pódio, enquanto Ambre Chaussis mostrou que lugar de mulher é na pista, não na cozinha. Randy Lorin fechou em quinto.
Com tudo isso, fica a lição: mesmo com o sol derretendo o asfalto, a paixão pelo kart não se derrete. E que venham mais etapas — de preferência com um ar-condicionado nas boxes.