Cadillac de olho em Rafael Câmara: Herta que se cuide, o brasileiro vem chegando
Enquanto Colton Herta patina na F2, a Cadillac já começa a sonhar com um piloto da casa — e ele é brasileiro.

Foto: 1 de 3 Rafael Câmara concede entrevista à TV Globo no Circuito de Hungaroring, palco do GP da Hungria da F1 2026 — Foto: Andrea Diodato/NurPhoto via Getty Image / Foto original da matéria-fonte
A Cadillac pode ter encontrado um plano B para 2027 — e ele atende pelo nome de Rafael Câmara. De acordo com informações apuradas no GP da Hungria, a equipe americana está monitorando de perto o brasileiro, que vem causando estragos na Fórmula 2 neste ano. A notícia chega como um balde de água fria para Colton Herta, o americano que a Cadillac queria ver no cockpit, mas que anda mais perdido que cego em tiroteio na categoria de acesso.
O plano original era claro: Herta, vindo da Indy, faria a transição pela F2 para provar que era digno de uma vaga na F1. Só que o americano está em 16º no campeonato — ou seja, passou longe de convencer. Enquanto isso, Câmara, calouro na F2, já ostenta duas vitórias (Barcelona e Bélgica) e quatro poles, além do título da F3 no currículo. Difícil não notar a diferença.
A Cadillac, que atualmente conta com a veterana dupla Sergio Pérez e Valtteri Bottas, não esconde que quer um nome jovem para o futuro. E Câmara, além de ser terceiro no campeonato da F2, tem um trunfo estratégico: ele é da Academia da Ferrari, mesma fornecedora de motores da Cadillac. Contratá-lo seria um jeito elegante de reforçar os laços com Maranello — ou, como diria um bom estrategista, ‘matar dois coelhos com uma só cajadada’.
Mas a briga não será fácil. A Haas também está de olho no pernambucano, que pode substituir Esteban Ocon. O time americano, assim como a Cadillac, usa motores Ferrari e via com bons olhos a ideia de ter um protegido da casa no carro. Seja qual for a escolha, uma coisa é certa: Rafael Câmara está com a faca e o queijo na mão — e o grid da F1 em 2027 pode ter um sotaque bem brasileiro.