Bubba Wallace engole o pênalti: 'É o que é' (e bota um tempero de 620 km no bolo)
O piloto aceita a penalidade de Atlanta enquanto a NASCAR aplica o carimbo de 'reprovado' em dois carros em North Wilkesboro — e a corrida de domingo promete ser a mais longa da história no oval.
O fim de semana em North Wilkesboro começou com mais drama que novela mexicana. Bubba Wallace, ainda digerindo a penalidade que o mandou para o fim do pelotão na última volta da corrida de Atlanta, já adotou a filosofia do bom mineiro: ‘é o que é’. Em entrevista no sábado, ele resumiu: ‘Quer dizer, meio que tenho que aceitar, né? É o que é.’ Filosofia de pit stop: quando a dor passa, a gasolina acaba e a gente segue reto.
Enquanto Wallace faz terapia de aceitação, a NASCAR resolveu distribuir multas como se fossem panfletos de pista de corrida. Três equipes da Cup Series falharam na inspeção em North Wilkesboro, mas apenas duas delas foram mencionadas pela imprensa: o No. 33 da RCR (Austin Hill) e o No. 88 da Trackhouse (Connor Zilisch) erraram duas vezes cada — o que rendeu a expulsão dos chefes de equipe pelo resto do final de semana e a perda da escolha do box. É o tipo de ‘bronca’ que faz qualquer engenheiro querer voltar para o kartódromo.
E se você achava que 500 milhas era o limite, segure o capacete: a corrida de domingo será a mais longa que a Cup Series já fez no oval de North Wilkesboro. A extensão vai pesar não só na duração, mas no desgaste físico dos pilotos — que vão precisar de mais do que um Gatorade para aguentar. Preparem os travesseiros para o banco do carro, porque a pista vai pedir mais do que talento; vai pedir resistência de maratonista.
Enquanto isso, Christopher Bell mostrou que não veio para brincadeira: foi o mais rápido no treino de sábado à noite, com 123.477 mph (18,222s). Se os fiscais de inspeção dormem de olho aberto, Bell dorme com o pé no acelerador. Resta saber se a NASCAR vai deixar alguém — ou alguma equipe — escapar sem uma multa ou um pênalti de última hora.