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BMW vence em Interlagos com estratégia cirúrgica: Cadillac fica com a fama, BMW leva o troféu

Na 6 Horas de São Paulo, a BMW provou que, no WEC, velocidade não é tudo – e que um pit stop problemático pode ser o bastante para virar a corrida de cabeça para baixo.

Por Bruno Bandeira

Foto: Autoentusiastas (Revista Curva3) / Foto original da matéria-fonte

Se a classificação de sábado já indicava que a 6 Horas de São Paulo seria resolvida nos detalhes, a corrida de domingo confirmou: no WEC, o BoP transforma cada volta em um jogo de xadrez com 35 peças. A BMW, com seu M Hybrid V-8 #15, saiu de Interlagos com a segunda vitória da temporada – e sem precisar ser a mais rápida. Quem diria que regularidade e trocas de pneus afiadas valem mais que uma pole position?

O começo foi de Cadillac: dobradinha na Hyperpole, cara de favoritos. Mas, como num roteiro de novela, o carro #12 perdeu tempo na primeira parada com um parafuso malandro na roda dianteira direita. Ali, a BMW #15, com Kevin Magnussen no volante, viu a brecha e não perdoou. Depois de engolir Earl Bamber e pressionar Will Stevens, a equipe assumiu a liderança e nunca mais olhou para trás. Mesmo com a Ferrari #51 respirando no cangote nas voltas finais, Dries Vanthoor manteve a frieza e cruzou a linha com 2,25 segundos de vantagem. Uma lição de que, às vezes, ganhar é mais sobre não errar do que sobre ser o mais rápido.

Para a Toyota, o fim de semana foi um daqueles que se prefere esquecer. O carro #7, vencedor de Le Mans, terminou em 12º – uma posição que não aparece nem no espelho retrovisor dos líderes. Já o #8 perdeu mais de dez voltas nos boxes após um encontro emocionante (leia-se: toque) com o Genesis #17 de Pipo Derani. A Alpine, que até liderou com uma estratégia ousada, viu o plano desandar e ficou com o décimo lugar, levando para casa um mísero ponto. Enquanto isso, o brasileiro Augusto Farfus, com seu BMW #32, batalhou no pelotão compacto da LMGT3 e terminou em 12º, e declarou que vai continuar lutando por um resultado melhor em Interlagos, esperando que 2027 seja o ano. Fé, torcedor!

Na LMGT3, o Corvette #34 da Racing Team Turkey mostrou que, às vezes, ser diferente dá certo. Uma parada antecipada e um ritmo consistente garantiram a vitória, mesmo com um pneu murcho nas voltas finais – que deve ter feito o engenheiro morder as unhas. O pódio foi completado por BMW e Porsche, enquanto Logan Sargeant, no Mustang, fez bonito ao terminar em quinto. No fim, todos os 35 carros completaram as seis horas, um feito e tanto que prova que, no WEC de hoje, confiabilidade é nome do jogo.

Com o campeonato mais embolado que novela mexicana, a pausa de verão vem em boa hora. A próxima parada é no Circuit of The Americas, em setembro, e a pergunta que fica é: quem será o próximo a transformar detalhes em vitória?

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