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F1

Aston Martin’s B-Spec AMR26 Aims to Turn Around a ‘Miserable’ 2026 Season

After a disastrous Belgian GP, the team introduces a major upgrade package in Hungary, but Fernando Alonso’s future remains uncertain.

Por Armando Traço

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

O Grande Prêmio da Bélgica expôs mais uma vez a crise da Aston Martin na temporada 2026 da F1. Lance Stroll abandonou com falha na embreagem, enquanto Fernando Alonso terminou em último, duas voltas atrás do líder e sem conseguir ameaçar sequer a Cadillac de Valtteri Bottas — equipe recém-ingressada no grid. O desempenho em Spa, um circuito que castiga chassis e unidades de potência, deixou claro o abismo: Alonso foi 4,137s mais lento que o Q1 benchmark e 2,031s atrás do carro mais próximo, o Cadillac de Sergio Pérez.

A resposta chega no GP da Hungria, onde a Aston Martin estreia um pacote de atualizações que a equipe reluta em chamar de B-spec, mas que, na prática, é exatamente isso. O diretor técnico Adrian Newey revelou que a decisão de concentrar as melhorias em uma só leva foi ‘dolorosa’, mas necessária. O pacote inclui uma nova carenagem dianteira, superfícies aerodinâmicas substancialmente revisadas e, principalmente, uma redução de peso no chassi e na caixa de câmbio — que exigiu re-homologação e novos testes de crash. A suspensão traseira também passou por ajustes. Segundo Newey, o objetivo é ‘chegar muito perto do limite de peso’.

Internamente, a Aston Martin estima que o conjunto de atualizações, combinado com a evolução da unidade de potência Honda que chegará no GP da Holanda, possa valer cerca de dois segundos por volta. Porém, mesmo esse ganho não teria tirado Alonso do último lugar em Spa — o que ilustra a gravidade do déficit. O chefe de pista, Mike Krack, resumiu: ‘O mais importante é voltarmos a correr, porque não temos competido nas últimas provas.’

Enquanto a equipe tenta reverter o quadro, Fernando Alonso vive um dilema. O bicampeão afirmou que sua decisão sobre o futuro não será baseada no desempenho deste ano, que considera ‘irrealista’ como termômetro do potencial da equipe. Mas ele não esconde o desencanto com os carros atuais: disse que tem recorrido a pilotar antigos F1 de sua coleção particular (2007, 2012) para manter a paixão pelo esporte. Ele deu a entender que sua decisão está mais ligada às regras da categoria do que à situação competitiva. Ainda assim, se a Aston Martin não conseguir ao menos brigar com o meio do pelotão, a permanência de Alonso, que completa 45 anos nesta semana, fica seriamente ameaçada.

Newey reconheceu que a equipe começou a trabalhar no carro de 2026 apenas em março de 2025, atraso que deixou a Aston Martin ‘vários meses atrás dos rivais’. Ele também admitiu que processos internos estavam defasados, alguns herdados da antiga Jordan. O pacote da Hungria é o primeiro passo de uma recuperação que, segundo Newey, ‘é um investimento necessário para o futuro’. Resta saber se Alonso terá paciência para esperar esse futuro se concretizar.

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