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F1

Aston Martin sai do fundo do poço na Hungria: upgrades funcionam e equipe respira aliviada

Depois de um desempenho pífio em Spa, a equipe pula três carros no grid e mostra que o pacote de atualizações valeu a pena — mas ainda há chão pela frente.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

Se na Bélgica a Aston Martin parecia um carro de brinquedo perdido no autódromo, na Hungria a equipe finalmente mostrou que ainda tem sangue nas veias. Para alívio de Adrian Newey e de todos que já estavam trocando de canal, o pacote de atualizações funcionou: Alonso chegou ao Q2 — um marco para a equipe em 2026 — e, na corrida, a equipe superou Cadillac, Williams e Haas, além de uma Alpine. Não é o pódio, mas depois de seis meses de sofrimento, é quase uma festa.

Claro que nem tudo foram flores. Lance Stroll perdeu quase todo o TL1 com uma falha na suspensão e nunca se recuperou totalmente — o vento ainda levou sua classificação para o fundo do grid. Já Fernando Alonso fez uma corrida de resistência digna de um maratonista: 34 voltas no mesmo pneu macio, mostrando que a economia de pneus também melhorou. Só não contava com o VSC no momento em que estava nos boxes, que o jogou para trás do companheiro.

Mike Krack, chefe de operações de pista, foi cautelosamente otimista: ‘O pacote funciona, agora precisamos dos próximos passos.’ Ele lembrou que a confiabilidade está melhorando, algo essencial para desenvolver o carro. ‘Não adianta ter performance se o carro quebra — e a gente quebrou muito no começo do ano’, filosofou.

Agora a atenção se volta para o novo motor Honda, que será testado nesta semana e estreia em Zandvoort, além de mais atualizações aerodinâmicas. A Aston Martin ainda está longe da briga pela frente, mas pelo menos saiu do ‘fundo do poço’. Como diz Krack: ‘Vamos ver o que podemos desbloquear.’ Com um pouco de sorte, talvez descubram que o carro também tem marcha à ré.

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