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F1

Aston Martin finalmente leva atualização para o GP da Hungria: será que o AMR26 sai do coma?

Depois de meses de sofrimento e um abismo de desempenho, a equipe inglesa traz chassi novo e mudanças aerodinâmicas. Será que vai parar de ser a lanterna?

Por Bruno Bandeira

Foto: 1 de 6 Aston Martin é a pior equipe da F1 2026 em termos de desempenho — Foto: Jakub Porzycki/Reuters / Foto original da matéria-fonte

A Aston Martin desembarca no GP da Hungria com a maior cara de quem vai tirar o carro da inércia — e não estamos falando só de aerodinâmica. Após uma temporada para esquecer, onde o AMR26 mais parecia um carrinho de bate-bate do que um monoposto de F1, a equipe finalmente trará atualizações significativas: um chassi completamente novo e mudanças aerodinâmicas que ainda não foram totalmente reveladas. O chefe de operações, Mike Krack, disse que o tempo de jejum de melhorias acabou: ‘O futuro é promissor, e todos estamos desejando ir a Budapeste para ver o que temos’.

O objetivo é claro: reduzir o peso e dar mais estabilidade nas curvas. Em Silverstone, vimos Lance Stroll suar a camisa para manter o carro na pista, com direito a vídeos virais de volante virando como se fosse um leme de navio. A equipe espera sair do atual abismo de desempenho e brigar com o meio do pelotão — Williams, Haas, Alpine e Audi. Aliás, a novata Cadillac está quase meio segundo mais rápida que a Aston Martin na média das classificações.

O buraco é mais embaixo. Levantamento do GE mostra que a Aston Martin tem uma diferença média de 2s717 para a equipe mais rápida no Q1 em 2026, e nas últimas quatro provas esse déficit chegou a 3s382. Em Spa, foi o recorde da temporada: 4s093 atrás da Red Bull. Para efeito de comparação, é o quinto maior déficit desde 2015, superando até equipes que terminaram o ano sem pontuar. Nem a Cadillac, que montou estrutura do zero, sofre tanto.

Os problemas vêm de uma combinação de fatores que nem o brilhantismo de Adrian Newey conseguiu resolver a tempo. O desenvolvimento do carro atrasou porque a Aston Martin só colocou o AMR26 no túnel de vento em abril, enquanto as rivais já trabalhavam desde janeiro. Além disso, a Honda, fornecedora de motores, teve uma saída conturbada da F1 que desorganizou a equipe. Newey reconheceu: ‘Temos um grupo talentoso, mas não estávamos trabalhando como uma unidade coesa’. Resultado: um carro pesado, vibrações que poderiam danificar os nervos das mãos dos pilotos e um desempenho que faz Fernando Alonso parecer um passageiro.

Agora, a equipe aposta todas as fichas no pacote húngaro. Se funcionar, pode ser o começo de uma recuperação. Se não, a piada de que a Aston Martin é a única equipe que consegue ser mais lenta que a própria sombra vai continuar rendendo. Pelo menos eles têm um ponto em Mônaco para não ficar zerados na tabela.

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