Aston Martin conta os dias para Hungria: upgrade ou upgrade?
Equipe de Silverstone aposta tudo em pacote mais leve para deixar de ser lanterna

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Se a temporada de 2026 fosse um filme, a Aston Martin estaria naquela cena constrangedora em que o protagonista tropeça na própria gravata. Depois de um início de campeonato para esquecer — com direito a um único ponto, cortesia de Fernando Alonso num Mônaco caótico — a equipe de Silverstone finalmente trará um upgrade significativo para o GP da Hungria.
O pacote é tão aguardado que o diretor de pista, Mike Krack, admitiu que estão ‘contando os dias’ para Budapest. E não é para menos: o carro original, o AMR26, era um tanque de guerra — pesado, lento. Em Spa, Alonso cruzou em último, duas voltas atrás do vencedor, enquanto Lance Stroll caprichou com uma aposentadoria precoce por problemas na caixa de câmbio. ‘Incremental gains‘? Não, obrigado. A equipe preferiu pular direto para a cirurgia plástica.
A decisão ousada veio do chefão Adrian Newey, que resolveu rasgar o manual tradicional e apostar numa revisão completa. A esperança é que o novo chassi, mais leve, e a futura unidade de potência Honda atualizada (prevista para Zandvoort) devolvam a Aston ao meio do pelotão. ‘Estamos felizes que vamos voltar a correr’, disse Krack, com a sutileza de quem passou meses assistindo os outros passarem como se fossem treino livre.
Enquanto a mágica não acontece, o time usa o sofrimento para fortalecer laços — inclusive com a Honda, que também não está exatamente comemorando. ‘Não adianta apontar dedos’, filosofou Krack. ‘Estamos nessa juntos, e isso melhorou o relacionamento.’ É o lado bom de tocar o fundo do poço: quanto mais fundo, mais forte a amizade. Ou, como diria Alonso, ‘espero que Budapest seja o primeiro passo de uma recuperação’. Se não for, pelo menos a vista do fundo do grid já está ficando familiar.