Aston Martin aposta em upgrade para Hungria enquanto F1 sofre em Spa
Com dificuldades na potência e velocidade em circuito rápido belga, equipes enfrentam desafios da geração atual de carros durante sexta-feira de treinos

A Aston Martin segue em contagem regressiva para a chegada de seu esperado carro especificação B, marcado para a próxima semana em Hungria. Antes disso, porém, a escuderia de Silverstone enfrenta um dos seus fins de semana mais desafiadores em Spa-Francorchamps, onde tanto o chassis quanto o motor Honda têm apresentado dificuldades desde o início dos treinos.
Durante a sexta-feira de atividades no circuito belga, Mercedes mostrou força com Kimi Antonelli marcando o melhor tempo em 1m45.944s, superando Lando Norris da McLaren por dois décimos e Max Verstappen da Red Bull por meio segundo. Lewis Hamilton, pilotando Ferrari, ficou a 0.747s do ritmo de Antonelli, sugerindo que diferentes equipes navegam os desafios aerodinâmicos de Spa de maneiras distintas.
O traçado de alta velocidade tem exposto as limitações da atual geração de carros, particularmente nas seções de reta onde a gestão de energia compromete o desempenho. Max Verstappen já alertava que Spa seria especialmente “dolorosa” com a fórmula 2026, enquanto Oscar Piastri classificou a expectativa para o fim de semana como “triste”. A bateria esgotada em setores específicos força os pilotos a reduzirem a marcha desnecessariamente para recuperar energia, criando um padrão de desaceleração que marca a experiência de condução.
George Russell enfrentou particular dificuldade, ficando 1.285 segundos atrás de seu companheiro Antonelli. Análise de dados revelou que Russell perde tempo significativo nas retas por não conseguir recuperar tanta energia quanto Antonelli nos setores de curva, resultando em menor disponibilidade de potência no fim da volta. A capacidade de julgar precisamente os níveis de aderência para maximizar a recuperação energética mostrou-se crucial, com Antonelli demonstrando maior consistência nesse aspecto.
Apesar dos desafios, a avaliação geral é que Spa não foi completamente arruinada pela fórmula, embora seja significativamente diferente. Momentos de exuberância em curvas como Eau Rouge contrastam com frustrações nas retas, deixando a temporada 2026 marcada por seu caráter divisivo e imperfeitamente impressionante.