Aos 41, Hamilton vira vice-líder e faz Fittipaldi soltar o verbo: 'ele não esqueceu como pilotar'
Heptacampeão cala críticos com pódios e vitória pela Ferrari; bicampeão brasileiro, especialista em 'dar a volta por cima', aprova a fase

Foto: 1 de 3 Emerson Fittipaldi no GP da Hungria da F1 2026 — Foto: Marco Canoniero/LightRocket via Getty Images / Foto original da matéria-fonte
Quem viu o calvário de Lewis Hamilton na Ferrari em 2025 deve estar esfregando os olhos: em 2026, o heptacampeão de 41 anos, segundo piloto mais velho do grid, não só redescobriu a alegria de pilotar como é vice-líder do campeonato. E quem resolveu aplaudir foi ninguém menos que Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial e especialista em dar a volta por cima depois dos 40.
No GP da Hungria, Fittipaldi rasgou elogios ao inglês e lembrou que a história se repete. Ele próprio deixou a F1 aos 33 anos, foi para a CART aos 37, competiu até quase os 50 e ainda faturou duas Indianápolis. Ou seja: quando o brasileiro fala que ‘idade é só número’, não é conversa fiada. ‘Fiquei muito feliz em ver Lewis e a Ferrari em alta velocidade’, disse, lembrando que no ano passado todo mundo criticou o heptacampeão: ‘diziam que ele não consegue vencer Leclerc, está muito velho’.
O ano passado, de fato, foi um pesadelo: o SF-25 não conversava com o estilo de Hamilton, e ele passou a temporada sem nenhum pódio enquanto Charles Leclerc acumulava sete top 3. Mas 2026 chegou com carro novo e Lewis renovado: terceiro na China, segundo no Canadá e em Mônaco, e a vitória em Barcelona, que quebrou um jejum de quase 600 dias da Ferrari. ‘O carro é menor, com menos downforce, e isso torna mais difícil pilotar rápido. Faz o talento se destacar’, completou Fittipaldi.
A fase boa recolocou Hamilton na vice-liderança pela primeira vez desde 2021, ano em que ele disputou o título com Max Verstappen e perdeu. Agora o novo algoz na ponta é Andrea Kimi Antonelli, com George Russell tentando se meter na briga — mas o veterano recuperou a posição e está 50 pontos atrás do líder. Se a Ferrari continuar nesse ritmo, os críticos de plantão vão precisar achar outro hobby: chamar Hamilton de ‘velho’ já não funciona nem como piada.