Antonelli voa em Spa, abre 50 pontos sobre Russell e faz Bortoleto sorrir
Italiano de 19 anos vence GP da Bélgica com maestria, enquanto George Russell coleciona desgraças e Gabriel Bortoleto celebra oitavo lugar.

Foto: 1 de 5 Kimi Antonelli celebra sexta vitória de 2026, na Bélgica — Foto: Christian Hartmann/Reuters / Foto original da matéria-fonte
Se você acha que a F1 é fácil, pergunte a George Russell. Enquanto Kimi Antonelli, aos 19 anos e apenas no segundo ano na categoria, vencia o GP da Bélgica de 2026 com a maturidade de um veterano que já tomou café com Stirling Moss, o pobre do George colecionava mais um fim de semana para esquecer — reclamou do carro, teve largada ruim, levou um toque do próprio Hamilton e abandonou, vendo a diferença para o companheiro de Mercedes saltar para 50 pontos. Sim, metade de um campeonato de vantagem.
A corrida em Spa não foi um piquenique no jardim de Ardennes. Antonelli teve que suar o macacão: levou ultrapassagem de Verstappen na primeira volta, devolveu na mesma moeda, e ainda contou com o ritmo surpreendente de Charles Leclerc, que se aproveitou de um safety car virtual para ganhar tempo nos boxes. Mas o italiano foi tirando décimos como quem tira areia do sapato em uma praia belga, alcançou a Ferrari e garantiu a sexta vitória no ano, ampliando a liderança no campeonato para 45 pontos sobre Hamilton. O exemplo de Lando Norris em 2025, que virou o jogo sobre Piastri, serve de alerta — mas Russell está longe de ser Norris com a forma atual.
Enquanto a Mercedes celebra o novo prodígio, a Audi também tem motivos para dar risadinhas discretas. Gabriel Bortoleto, o brasileiro que está fazendo bonito neste ano de estreia da montadora alemã, chegou em oitavo lugar no GP da Bélgica, igualando seu melhor resultado em Silverstone. Desta vez, porém, o octavo posto veio com ritmo de corrida consistente, superando Racing Bulls e Alpine que, em tese, deveriam voar nas longas retas de Spa. O virtual safety car deu uma forcinha, mas isso só prova que a Audi sabe gerenciar pneus e que Bortoleto fez uma classificação de respeito. Com os pontos conquistados, o brasileiro já soma dez no campeonato de construtores — todos marcados pela mesma mão.
Para a próxima etapa, em Budapeste, a expectativa é boa: Bortoleto já fez sexto na Hungria em 2025 pela Sauber (quando a Audi ainda assinava como cliente), e o circuito valoriza chassi sobre motor. Se repetir a dose, será o quarto top-10 no ano e o terceiro consecutivo. Nada mal para um piloto que, há dois anos, era só mais um na F2. E nada mal para uma equipe que promete ser grande no futuro — desde que o futuro não demore tanto quanto uma volta lenta de Russell.