Antonelli vence na Bélgica; Russell vira 'vítima' de acidente com Hamilton
Kimi Antonelli controla corrida em Spa, enquanto o colega de equipe George Russell é eliminado por Lewis Hamilton na primeira volta — e ainda chama o próprio carro de 'mais lento que um F2'.

Quem diria que, em 2026, a maior ameaça a uma dobradinha da Mercedes viria… de dentro da própria Mercedes? O GP da Bélgica começou com Kimi Antonelli e George Russell na primeira fila e terminou com Antonelli no topo do pódio, Russell na brita e Lewis Hamilton levando uma punição de cinco segundos – daquelas que vêm com um ‘parabéns’ pelo toque.
A corrida mal começou e já dava vontade de apertar o cinto. Max Verstappen, que largou ao lado de Antonelli, pulou na frente na saída da La Source, mas o jovem da Mercedes devolveu o troco na Kemmel Straight como quem diz ‘foi bom enquanto durou’. Enquanto isso, lá atrás, Russell vivia um drama particular: ’engolido’ pelos carros ao redor, como ele mesmo descreveu, e ainda acertado por Hamilton no meio da curva. O resultado? Fim de prova para o carro prateado e uma ida aos boxes para trocar o aerofólio do carro da Ferrari. Hamilton reclamou que ’não tinha frente’, Russell chamou de ‘incidente de corrida’ – os comissários acharam melhor dar cinco segundos de penalidade.
Enquanto a Ferrari tentava se explicar, Antonelli fazia o dever de casa: ultrapassou Verstappen ainda na primeira volta, abriu vantagem e só perdeu a liderança momentaneamente graças a um VSC que beneficiou Leclerc com um pit stop gratuito. Mas o monegasco não segurou o ímpeto do líder do campeonato por muito tempo. Na volta 34, Antonelli passou como um trator – ou melhor, um Mercedes com asa traseira generosa – na reta para Les Combes e não olhou mais para trás. Vitória número seis na temporada, a primeira desde Mônaco, e vantagem de 45 pontos no campeonato sobre Hamilton.
O resto do grid virou um verdadeiro ‘quem sobra mais’. Isack Hadjar largou em 21º e terminou em sexto – uma aula de estratégia da Red Bull com pneus duros que pareciam ter validade infinita. Gabriel Bortoleto, da Audi, fez mais um oitavo lugar e começa a convencer que a equipe alemã pode, quem sabe, sair do fundo do poço. Já na Racing Bulls, Arvid Lindblad e Liam Lawson trocaram farpas e posições, mas quem levou a melhor foi Franco Colapinto, que passou os dois na reta e ainda levou o ponto final da corrida. No fim, o único que deve ter saído mais frustrado que Russell foi o público belga, que torceu a semana inteira para ter um show em casa – e ganhou um acidente entre os dois pilotos que mais deveriam se entender.