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F1

Antonelli vence na Bélgica e abre 45 pontos: o novo xerife da F1?

Com uma vitória dominante em Spa, Kimi Antonelli mostra que a concorrência vai precisar de mais do que um Safety Car virtual para tirar o título de suas mãos.

Por Bruno Bandeira

Kimi Antonelli está com tanta confiança que até quando a Ferrari tenta dar um presente para Charles Leclerc (na forma de um Safety Car virtual que o colocou na liderança), o italiano dobra a aposta e vence com a mesma naturalidade de quem pede um café. Em Spa, o piloto da Mercedes conquistou sua sexta vitória na temporada e abriu 45 pontos de vantagem no campeonato. Para quem duvidava, a mensagem está clara: o moleque cresceu.

Enquanto Antonelli sorria, seu companheiro de equipe George Russell amargava um DNF logo na primeira curva, após um toque com Lewis Hamilton. Toto Wolff, chefe da Mercedes, foi cirúrgico: o problema foi 50% motor e 50% piloto. Ou seja, Russell não só perdeu a corrida como provavelmente perderia pontos para Antonelli de qualquer jeito. Coitado, até a batida foi um ’tiro no pé’ que evitou uma derrota por margem menor.

Falando em Ferrari, Leclerc fez o que pôde: largou bem, passou Verstappen e até liderou por alguns instantes graças ao VSC. Mas a falta de velocidade de reta e a consistência de Antonelli fizeram com que o segundo lugar fosse o máximo possível. Já Hamilton… bem, o heptacampeão levou uma punição de cinco segundos pelo incidente com Russell, e ainda quase atropelou um mecânico no pit stop porque esqueceram de ajustar o ângulo do aerofólio. Resultado: quarto lugar e a sensação de que a Ferrari ainda tem muito o que aprender.

Entre os ‘vencedores’ do fim de semana, destaque para Isack Hadjar, que largou em último e chegou em sexto, mostrando que a Red Bull tem um futuro brilhante pela frente. Gabriel Bortoleto também fez bonito: o brasileiro da Audi somou mais pontos (oitavo) e já coloca a equipe na briga com a Williams. E Franco Colapinto, da Alpine, deu um show ao ultrapassar Gasly e Lawson ao mesmo tempo – uma manobra digna de quem não se contenta com ‘apenas’ um décimo lugar.

Do lado dos ‘perdedores’, além de Russell e Hamilton, Liam Lawson viveu um domingo para esquecer. Com um carro sem as atualizações do companheiro Arvid Lindblad, o neozelandês foi engolido pelos Alpines e terminou em 12º, reclamando que estavam ’lutando uma batalha perdida’. A boa notícia é que a Hungria está logo ali, e com novas peças, quem sabe a sorte não muda? Na F1, a diferença entre ser vencedor ou perdedor muitas vezes é de milésimos… ou de uma atualização bem-vinda.

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