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F1

Antonelli faz a festa em Spa enquanto Hamilton vira 'inimigo do bem' da Mercedes

Com direito a Safety Car, colisão entre irmãos de equipe e uma chuva que não veio, o GP da Bélgica foi um prato cheio — e Kimi Antonelli aproveitou para abrir 45 pontos na liderança.

Por Bruno Bandeira

Kimi Antonelli voltou a vencer, e não foi qualquer vitória: no GP da Bélgica de 2026, em Spa-Francorchamps, o italiano segurou Charles Leclerc por 1,9 segundo e faturou sua sexta vitória na temporada — a primeira desde Mônaco, porque até para campeão ter um pequeno hiato é permitido. Com o resultado, a vantagem no campeonato agora é de 45 pontos sobre o vice-líder, que… adivinhem? É Lewis Hamilton. Sim, o mesmo Hamilton que, sem querer, querendo, mandou o próprio companheiro de equipe, George Russell, para o gravel no fim da primeira volta.

O começo da corrida foi um festival de emoções — e de erros. Max Verstappen largou feito foguete, passou Antonelli na Eau Rouge, mas o italiano respondeu no Kemmel Straight como quem diz ‘senta lá, Max’. Enquanto isso, Russell, que começava em P4, caiu para trás das Ferraris e, num rompante de otimismo, tentou ultrapassar Hamilton por dentro na Curva 6. O resultado? Um toque seco, rodada e carro encalhado na brita. ‘Eu estava atrás de outro carro e não tinha frente’, justificou Hamilton pelo rádio. Coitado — a frente do carro dele simplesmente resolveu não colaborar com a carreira de Russell.

Depois do Safety Car, a corrida virou um jogo de paciência com toques de caos. Antonelli segurou a pressão na relargada, Verstappen até passou Leclerc, mas o monegasco não deixou barato e manteve o segundo lugar. Já Hamilton, que subiu para P4 e ainda levou 5 segundos de penalidade pelo toque em Russell, agora também será investigado por liberação insegura — porque, né, se não fosse a FIA, a Ferrari não teria graça. Ainda assim, ele terminou em quarto, à frente de Oscar Piastri e de uma horda de pilotos famintos por pontos.

Destaque para Isack Hadjar, que largou lá no fundão e terminou em sexto, e para Lando Norris, que mesmo saindo de P13 (por troca de motor) chegou em sétimo. Gabriel Bortoleto meteu a Audi em oitavo, mostrando que a marca alemã não veio só para passear. De resto, foi a festa de Antonelli, que agora pode olhar para o espelho e dizer: ‘45 pontos. E ainda tem mais metade do campeonato pela frente.’ Ou, como diria um bom brasileiro, ‘deixa o resto se virar’.

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