Antonelli admite: Mercedes perde o rumo na Hungria enquanto McLaren e Ferrari aceleram nos upgrades
O líder do campeonato reconhece que a falta de novidades no carro começa a pesar, mas ainda confia no ritmo de corrida para salvar o fim de semana.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Kimi Antonelli não teve um sábado nada tranquilo no Hungaroring. O atual líder do campeonato, que costuma colocar a Mercedes na pole com frequência, teve que se contentar com o quarto lugar no Q3 – e ainda levou uma punição de três posições por não ter reduzido o suficiente durante uma bandeira amarela. Resultado: largará em sétimo. Para piorar, o italiano admitiu que a equipe de Brackley está perdendo a corrida de desenvolvimento para McLaren e Ferrari, que chegaram com upgrades fresquinhos nesta etapa.
‘Esperávamos isso, porque todos trouxeram novidades. A Ferrari trouxe uma asa traseira nova, a McLaren um assoalho novo, e a gente não tem uma atualização de downforce há um bom tempo’, disse Antonelli, com uma sinceridade quase assustadora para quem está na frente do campeonato. O problema não foi só o carro parado no tempo: o italiano também enfrentou dificuldades com os pneus, que ‘já estavam além do pico’ desde o warm-up, resultando em uma falta de aderência que transformou cada volta numa luta contra o subesterço e o superesterço ao mesmo tempo.
Para completar a sessão de ‘murros em ponta de faca’, Antonelli ainda lidou com uma bandeira amarela causada por um rodopiante Max Verstappen – repeteco do drama da Áustria. ‘Tive que reduzir até a entrada da curva, e a volta anterior já tinha sido terrível na última curva. Sabia que dava para ganhar tempo ali, mas fazer o quê?’, filosofou. O piloto estava convencido de que teria sido terceiro sem o incidente, mas ainda assim longe da pole: ‘Umas sete ou oito centésimos atrás. Surpreendente, especialmente depois de como estávamos no Q2’.
Outro fator que pesou foi a escolha de Antonelli de ceder o carro para Fred Vesti no TL1 – e ele mesmo admite que não foi a melhor decisão. ‘Acho que escolhi a pior corrida para pular o TL1. As condições aqui se revelaram muito mais desafiadoras do que o esperado’, reconheceu. Porém, o alívio vem com a certeza de que não terá mais de fazer isso na temporada. Para o domingo, a esperança está no ritmo de corrida: ‘Nosso long run parece forte. Muito melhor que a volta única. Faltou mais na classificação do que na corrida. Com uma boa largada, podemos tirar algo do chapéu’.
Enquanto isso, a Mercedes terá que suar o macacão para acompanhar o ritmo alucinante de desenvolvimento dos rivais. Antonelli deixou claro que a briga pelo título será uma guerra de atrito: ‘Vai ser uma luta até o final. McLaren deu um salto enorme com o novo assoalho, Ferrari também com a asa traseira. Temos que manter a cabeça baixa e trabalhar’. Ou, como diria um engenheiro de pista: hora de parar de economizar no café e começar a desenhar peças novas.