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40 anos de Hungaroring: magia, drama e um punhado de pilotos perdendo a cabeça

O GP da Hungria completa quatro décadas de história, com ultrapassagens lendárias, estratégias ousadas e pitadas generosas de caos. Confira os melhores (e piores) momentos.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

O GP da Hungria está fazendo 40 anos – e olha que o bicho começou ainda na Guerra Fria, quando a F1 resolveu montar acampamento atrás da Cortina de Ferro. De lá pra cá, o apertado Hungaroring já viu de tudo: desde primeiras vitórias até brigas de boxe entre companheiros de equipe. Vamos relembrar alguns momentos que fizeram a história (e o coração dos fãs) acelerar.

Em 1989, Nigel Mansell largou em 12º e resolveu que ultrapassar era mais divertido em grupo. Ao ver Ayrton Senna hesitar ao laçar Stefan Johansson, o inglês meteu o carro no meio dos dois e saiu na frente. Foi sua segunda vitória do ano pela Ferrari – e uma das mais emocionantes. Já em 1997, Damon Hill quase deu à Arrows sua única vitória na história. Liderou com 34 segundos de vantagem… até a hidráulica pedir arrego a três voltas do fim. Resultado: Jacques Villeneuve passou na última volta e Hill ficou com o gostinho amargo do ‘quase’.

Falando em estratégia, 1998 foi o ano em que Michael Schumacher e Ross Brawn mostraram que três paradas podem ser melhor que duas. Com os McLarens na frente, Schumi fez uma pilotagem alucinante e, graças ao plano de Brawn, saiu do último pit stop na liderança. Época em que reabastecer era arte – e a Ferrari era a Picasso.

Já 2003 foi a vez de Fernando Alonso calar a boca dos que duvidavam. Aos 22 anos, o espanhol se tornou o mais jovem vencedor da história, dando uma volta em Jarno Trulli e no então campeão Schumacher. Nada mal para um ex-Minardi.

2006 trouxe a primeira vitória de Jenson Button – e olha que ele quase ficou com a fama de ‘eterno promissor’. Com punição de grid e motor furado, Button largou em 14º, mas a chuva virou o jogo. Kimi Räikkönen bateu, Alonso perdeu uma roda, e o inglês herdou a liderança e venceu com 30 segundos de folga.

Já em 2007, o drama aconteceu antes da corrida: Lewis Hamilton e Fernando Alonso, então na McLaren, protagonizaram um cabo de guerra no pit lane. Alonso atrasou de propósito a saída de Hamilton na classificação, levou punição, e a McLaren perdeu os pontos que ganharia na corrida. Hamilton venceu no domingo – e a briga interna virou novela mexicana.

Por fim, 2014: Daniel Ricciardo mostrou que ‘tarde demais’ não existe. Em uma corrida molhada e cheia de Safety Cars, o australiano ultrapassou Fernando Alonso e Lewis Hamilton nas voltas finais para vencer. Foi mais uma vitória de Ricciardo na temporada – e um tapa de luva no domínio Mercedes naquele ano. O GP da Hungria ainda rende boas histórias, e que venham mais 40 anos de caos e magia.

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